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Vida de um Brazuca
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Como é a vida de um brasileirinho que depois de sete meses no frio sueco está voltando pra casa!
Domingo, Setembro 28, 2003 Jogando conversa fora. Tem dia que dá uma vontade enorme de mudar tudo! De passar pelos dias já vividos e sair mudando cada pedaço da história que foi construída. Hoje eu tô assim...cansado eu acho! A semana foi complicada demais. Muito trampo e muito estudo. Era uma prova atrás da outra. Tudo muito complicado. Tudo muito fora da realidade. Tudo muito estranho. Aí, um dia desses recebo um email. Tudo fica quentinho de novo aqui por dentro. E depois um vento forte. E pronto, tudo frio como antes. Cada um vivendo o seu próprio script. Eu tô é mesmo de saco cheio disso. Queria tanto dar uma virada nessa trajetória... Sei , depende de mim, mas é difícil. Talvez eu vire padre. Ou puto. Sei lá. Post mais sem sentido de todos os tempos. Mas o post mais verdadeiro de todos os tempos também. Tô cansado. Vou dormir. E sonhar com a resposta. Será que tem uma? Alguém sabe o que fazer quando a vida se tranformou num amontoado de dias? Espero sua resposta. É... a sua mesmo! Quero que você acorde desse transe. Quero que você volte a ser a pessoa que eu conheci. Quero que você me ensine que viver não é passar de um dia pro outro sorrindo mas chorando por dentro. Quero que você me diga. Vale a pena ser feliz assim? Cadê você heim?! Aparece pra me salvar. postado por: Eduardo de Paula Silva 4:00 AM Fale alguma coisa! Terça-feira, Setembro 23, 2003 De volta. Quase dois meses desde o meu último post. Muita coisa deve ter acontecido na vida de muita gente que passava por aqui. Há um ano atrás, nessa hora, eu chorava de saudade de casa, brigando comigo mesmo pra aguentar a dose. E o tempo passou. E eu voltei. E eu abandonei esse espaço. O tempo que antes me sobrava, lá quando era um brazuca-sueco, agora se perde entre todos os afazeres de uma vida de antes : trabalho, estudo, cinema, amigos, baladas e solidão. Um pouco de tudo. Fiz vinte e sete anos. Estou cada vez mais próximo dos trinta. Cabelos brancos insistem em brotar dia a dia. Nada de especial. Nenhuma comemoração. Nenhuma grande novidade. Ninguém entrou na minha vida. Nem saiu. São vinte e sete anos igual a quando eram vinte e seis. O roteiro foi entregue. O curso acabou. Acabei empatado em primeiro lugar. Depois, no desempate fui amargar o peso do vice. Acabei em segundo. Contando uma história difícil. De profunidade psicológica. Não era nenhum texto da novela das oito. Era um drama moderno. Um drama de preconceitos. Quem quiser ler me fale, eu mando por email. Nesse período o cinema nacional tem mostrado cada vez mais a sua cara no cinema. Amarelo Manga, Lisbela e o Prisioneiro, Dom, O Caminho das Nuvens. Não estou discutindo a qualidade dos textos. Não. Estou falando que o Brasil tá se colocando na tela. De todos os lugares. Engenharia Mecânica voltou a ser meu principal assunto. Lá tô eu de volta envolvido em um monte de número, calculando o trabalho executado por um aparelho de ar condicionado pra esfriar uma sala de um teatro. Será que alguém quer saber o trabalho que dá calcular esse trabalho? Mas tô acabando. Falta cada vez menos. Nenhuma página virou não. Todos os livros que estavam abertos continuam. Não me lembro de ter lido nenhum "fim" nas páginas que passaram. Estão todas ainda esperando, paradas numa vírgula, ansiosas pelo próximo parágrafo. Eu de verdade desisti de criá-las. Acho que tô precisando de um co-autor. Alguém que escreva algumas linhas por mim. De hoje pra frente. Volto mais aqui. Eu prometo. postado por: Eduardo de Paula Silva 6:44 PM Fale alguma coisa!
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