|
Vida de um Brazuca
|
|
Como é a vida de um brasileirinho que depois de sete meses no frio sueco está voltando pra casa!
Sexta-feira, Outubro 03, 2003 Fui salvo não. Mas salvei-me por conta própria. Domingo consegui enfim aparecer lá no Cemitério de Automóveis. Fui ver Homens, Santos e Desertores. O que posso dizer da peça? É um dos melhores textos que eu "ouvi" em anos. É uma peça crua, direta, sem efeitos pirotécnicos nem momentos de redenção. É uma viagem ao fundo da alma de cada um de nós. O texto fala aquilo que a gente esconde, que fala-se baixinho, escondidos no espelho do banheiro. Foi um dos melhores momentos nesses últimos meses tem termos de arte. Parabéns Marião! Confesso que no sábado passado estava mesmo de saco cheio. Tava olhando pra trás. Tava vendo coisas que poderiam ter sido diferentes. Tava mesmo era querendo encontrar uma saída fácil. Um buraco onde pudesse me enfiar. Depois passou. Saí do transe. Perdi a inocência de achar que eu poderia ter uma segunda chance. Pra que segunda chance? Pra que chance? Não é necessário mendigar amor. Amor não é esmola. Não, tava errado mesmo. Tava tudo errado. Eu acho que confundi tudo. Perdi chances, perdi um avião, perdi uma noite enluarada no terraço de um hotel com vista pro Cristo. Mas ganhei a certeza de que não é uma chance que deve decidir uma vida. Criar entrechos pra um final redentor não é, nem nunca foi a minha cara. Isso só acontece com os meus personagens, nas páginas dos meus roteiros mas nunca na vida real. Afinal, não tomamos parte em uma história de duas horas. Protagonizamos uma história de muitos anos e é errado achar que um momento, um piscar de olhos, um flash pode mudar tudo. Não, não muda. Se o que mora dentro da gente é sentimento de verdade, não é um momento que desfaz tudo. Sentir é muito mais do que realizar. Sentir é verdadeiro. A realização é consequência, nunca causa! Mudando de assunto, tô precisando criar uma história pra um longa agora. Quero me inscrever no concurso do Ministério da Cultura. Preciso explorar os valores culturais brasileiros. Tenho um assunto e tenho um mote. Preciso agora da trama. Falarei do garimpo no sertão baiano. O mote? Amor e morte. Mas preciso detalhar. Ela ainda está confusa na minha cabeça. E sabe de uma coisa? Tô curtindo pra caramba essa fase de criação e participação nesses concursos, cursos e similares. Acho que um dia ainda vai dar pé! E agora é curtir o final de semana. É dar risada. É ver muito filme. É beijar na boca. É ser feliz. Na medida que a coragem nos permite! Na medida da nossa própria mediocridade! Cada um sabe o tamanho da sua! Bom final de semana! postado por: Eduardo de Paula Silva 10:40 PM Fale alguma coisa!
|
![]() |
|
|